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SHOW DE LANÇAMENTO (VIRTUAL / AO VIVO) - DOS SANTOS

O oitavo álbum de carreira da paulistana Fabiana Cozza carrega seu último nome de batismo no título e pode ser considerado seu trabalho de estreia como compositora. Cozza assina "Manhã de Obá" com a cantora e compositora mineira Ceumar. https://cine.casadefrancisca.art.br/checkout/CAYDOS5B7V
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SHOW DE LANÇAMENTO (VIRTUAL / AO VIVO) - DOS SANTOS

Horário e local

17 Oct 2020, 21:00
Show de lançamento DOS SANTOS

Informações

O oitavo álbum de carreira da paulistana Fabiana Cozza carrega seu último nome de batismo no título e pode ser considerado seu trabalho de estreia como compositora. Cozza assina "Manhã de Obá" com a cantora e compositora mineira Ceumar.

O repertório inédito, criado especialmente para o trabalho da intérprete na forma de pedidos da própria a compositoras e compositores, é dedicado ao universo cultural das religiões de matriz afro-indígena brasileiras. Para vestir as canções, Cozza tem ao seu lado o diretor musical, arranjador e baixista Fi Maróstica.

"Esse trabalho existe graças a um coletivo de artistas que aceitou o meu convite e nasceu a partir de conversas e percepções junto ao Fi Maróstica, um criador excepcional, parceiro imprescindível. Decidimos por um disco com pouca instrumentação e partimos do que seria elementar às canções, que trouxemos para o nosso tempo, preservando e respeitando as tradições ancestrais. O essencial seria o tambor, o baixo e a voz. Depois vieram as participações dos cellos do Duo Imaginário (Vana Bock e Adriana Holtz), as guitarras afro baianas de Jurandir Santana, o bandolim de Henrique Araújo, o bênsuni e as vozes de Mû Mbana, Cristiano Cunha, Nega Duda e a Ialorixá Mãe Zezé de Oxum", conta Fabiana Cozza.

Para ela, o trabalho tornou-se ainda mais importante diante da fragilidade da democracia brasileira.

"... o trabalho é uma defesa - musical, política, cidadã - do que destaco como cultura matricial, clugar de berço, do muito produzido e estruturado no Brasil e que tem sido vilipendiado e atacado pelo atual governo", afirma.

E completa:

"Como afirma Luiz Antonio Simas, autor de três composições do álbum, em parcerias com Moyseis Marques e Alfredo Del-Penho, este é um trabalho inspirado na ótica dos "cruzos" culturais que forjaram o Brasil, a tal "cultura de frestas" não legitimada porque é representação do povo negro, do povo indígena, das gentes que povoam as ruas do Brasil. Isso é o oposto à lógica do pensamento eurocentrista, da branquitude. Somos constituídos a partir dessas encruzilhadas encantadas (ou não) - matrizes com berço nos terreiros de candomblé, umbanda, jurema, catimbó espalhados Brasil adentro e que de forma ímpar e crucial explicam o que entendo por Brasil real, de carne e osso. O disco canta e defende essa vida, essas forças, essas rezas, essas mães, pais e filhos de santo dos terreiros que têm sofrido com o terrorismo religioso. É a minha posição antirracista em vista do mundo que nos sufoca e tenta nos calar", afirma Cozza.

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